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História

A história da COUDELARIA DA COMPANHIA DAS LEZÍRIAS, tem o seu início no século XIX. Apesar dos primeiros registos genealógicos existentes, datarem de 1896 e de serem conhecidas referências à presença, nessa data, de 331 cabeças de gado equino, a sua origem data certamente de 1836, data de fundação da então Companhia das Lezírias do Tejo e Sado, uma vez que, os Relatórios da Direcção até 1841, data de início da actividade pecuária na C.L., referem como única espécie pecuária existente, até essa altura, cavalos no valor de 75$600 réis. Em 1899 relata a Direcção que, segundo resumo tirado das contas, desde o ano de 1886, o gado cavalar deu um lucro liquido, em 14 anos, de 7.851$054 réis.

Em 1905, demonstrando já alguma preocupação de selecção, a Companhia das Lezírias do Tejo e Sado, participou com exemplares das raças Hackney, Luso-Árabe, Bético-Lusitana e Peninsular, numa celebre exposição realizada, pela Associação Central de Agricultura Portuguesa, na Tapada da Ajuda, que obtiveram vários prémios.

Contudo, só a partir de 1929 surgem os primeiros indícios de uma clara orientação zootécnica, com a adopção de critérios de selecção mais rigorosos, devido à inscrição das éguas na Comissão de Remonta do Exército, 72 cabeças registadas nessa data, tendo então surgido animais que ficaram celebres no panorama desportivo Nacional, tais como o INCARO e INTRUSO , que, montado por Luís Xavier de Brito, conquistou 11 Grandes Prémios.

A partir de 1976, começou a verificar-se uma particular incidência na criação de animais de Raça Lusitana, tendo-se adquiridas éguas Ervideira, Duarte de Oliveira e da Sociedade Agrícola Couto de Fornilhos, que, juntamente com as já existentes, oriundas da Fonte Boa, foram padreadas pelos garanhões da Coudelaria Nacional: MARQUÊS , MAQUEIRO , MAQUIM , PROJÉCTIL , JAPAZ , MILHO REI , LIMONERO , TENOR , CIPIÃO , BASTÃO e ONJITO .

Por volta de 1983, aproveitando a excelente base genética que possuíamos, optou-se pela introdução de outras linhagens, procurando melhorar as formas e a funcionalidade, tendo desde então passado pela CL, para beneficiar o nosso efectivo, garanhões como o: PIONEIRO- José Maltez ( Imperador x Hortense) , MARAVILHA -Manuel Veiga ( Boca-Negra x Toleirona), FANDANGO- Assunção Coimbra ( Zelador x Boneca), LAFÕES -C.L. (Junco Chinês x Ema), IMPOSSÍVEL- João Núncio ( Coral x Hortelã), LIDADOR- Arsénio Cordeiro ( Novilheiro x Barqueira), QUARTILHO- Ferraz da Costa ( Opus-72 x Jaquema), PANDEGO- Manuel Abecassis ( Yoke x Estampa), INVULGAR- Assunção Coimbra ( Distinto x Traquina) e SOLAR DOS PINHAIS - Luis Ermiro de Moraes (Ninfo x Cenoura) .

A política de selecção adoptada, que tem como princípios orientadores a funcionalidade em conjugação com a morfologia e andamentos, tem dado origem à obtenção de produtos de elevado nível e reconhecida qualidade, confirmados, entre outros, pelo LAFÕES e NUFAR Campeões de Campeões na FNC, na Golegã, em 1996 e 1997, PERFEITA Égua de Ouro na Expoégua 2005, pelo LOFE , Campeão de Itália de Dressage, em 2002, com Eva Rosenthal, nas categorias de S. George e Intermediária I, ou pelo IMPORTANTE , no toureio, com Rui Salvador.

A Coudelaria da Companhia das Lezírias, dedica-se actualmente, em exclusivo, à criação do cavalo Puro-Sangue Lusitano, cujos produtos macho recria e aos três anos desbasta e comercializa, no mercado interno e externo.

A éguada, com um efectivo de 30 fêmeas de ventre, pasta próximo de Samora Correia - Benavente, na Charneca de Braço de Prata e Vale do Roubão.